*PROJETO zaP*Paz*zaP*

zaP! Butantã

"O que é o zaP!"

JURADOS zaP II

zaP! Tatuapé

zaP! Carandirú

zaP vai longe!

E X T R A 1

E X T R A 2

 

 


zaP! Butantã

***Projeto zaP*** Ainda vivemos numa sociedade, que avalia as pessoas pelo que elas possuem financeiramente e não pelo que são. Pessoas que ainda conseguem avaliar o caráter de outra, baseada na beleza da roupa, do cabelo, das unhas, do carro, da casa...e às vezes acabam sendo vítimas de atrocidades, e o pior é que uma pessoa com esse Perfil consegue transmitir suas noções de valores aos filhos, filhos esses, que se tornam vítimas da falta de informações e ainda arrastam suas turmas que acompanhando o modismo, comportam-se como verdadeiros ‘crápulas’. Enquanto isso {o Jovem que ainda não sabe nada da vida,} torna-se um alvo em potencial, e são estes mesmos jovens que precisam ser moldados, ensinados, orientados, para que as novas gerações não venham a sofrer, pois se os valores Morais e Financeiros, não forem repassados, podemos prever que muitas Suzanes e muitos Almir estão por vir. Foi analisando casos como esses, que Não são os primeiros, pois Presídio de Mulheres é uma pesquisa que já dura cinco anos, que resolvemos não só repassar em forma de Livro o quanto é fácil entrar e cair na vida errada, porém, não tão fácil de sair... e lançar o Projeto zaP! Que tem vários objetivos, sendo um deles exercitar a capacidade de uma apenada em escrever e externar sentimentos através da Escrita, uma vez que muitas das Mulheres que se encontram no sistema, foram detidas por crimes passionais, (estando em primeiro lugar o Narcotráfico) e milhares confessam que se ao invés da violência, soubessem expressar suas dores de uma outra forma, talvez não estariam dentro do cárcere. O Projeto ZAP, que conta com as três maiores Penitenciárias do Estado de São Paulo, premiara cada um desses estabelecimentos Penais, de onde saíram 03 Vencedoras. Este Projeto surpreendeu a todos e esta sendo um sucesso, pela quantidade de apenadas inscritas pela interação de todos envolvidos no projeto pela Colaboração do Sistema que, finalizando a primeira fase desta etapa no Presídio Feminino do Butantã, deixa uma sensação de missão cumprida, mas um vazio, pois os laços se firmaram. Talvez possamos afirmar que isto se deu pelo apoio e Carinho de todos os profissionais e amigos da Literatura, da Mídia, das reeducandas e do Sistema Penitenciário razão pela qual dia 08.07.2003, as três ganhadoras do Butantã foram premiadas, num clima de respeito, emoção e harmonia. O zaP, parte mas não termina aí nossa passagem pelo Butantã, pois não deixaremos abandonadas aquelas que muito se empenharam para apresentarem seus trabalhos literários, trabalhos estes que emocionaram todos os que fizeram parte da Comissão julgadora, auxiliadas por uma equipe de educadores de primeira linha, profissionais capacitados e uma diretoria formada por Verdadeiras Heroínas, comandadas pela Diretora Geral Dr@ Elisabete Fernandes de Oliveira, deixamos um pedacinho dos nossos corações lá... Temos mais duas etapas do zaP em Pauta. Assim, cumprindo nossa trajetória, estamos Partindo para o Presídio Feminino do Tatuapé, MAS COM CERTEZA EM BREVE retornando ao Butantã, com mais uma proposta Cultural. E que " Deus" abençoe á todos nós! http://www.livropresidiodemulheres.com.br/ http://www.livropresidiodemulhereshpg.hpgplus.com.br/ Elizabeth Miciassci e Luciane Makkário email:betheluautoras@uol.com.br

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"O que é o zaP!"

O que é o Projeto zaP? O Projeto zaP na verdade é uma extensão da Obra Literária Presídio de Mulheres. As autoras Elizabeth Miciassci e Luciane Makkário, após um período de cinco anos atuando constantemente em trabalhos de pesquisas em vários presídios pelo Brasil, resolveram transformar a Obra que aguarda a Edição convencional em um Projeto que tem por objetivo ajudar pessoas que estão em cárceres estimulando a leitura a comunicação escrita e mais uma série de eventos que farão parte do Projeto. O zaP! é o resultado de tudo o que as suas precursoras puderam observar nestes anos de pesquisas com Mulheres enclausuradas, e que tentará desenvolver nas áreas de maiores dificuldades, estarem incentivando as apenadas para que no futuro não voltem a delinqüir. Na primeira etapa e conseqüentemente primeira fase o zaP! lança concurso literário para as enclausuradas, que se despediu com sucesso da Penitenciária do Butantã. "-Pudemos observar que hoje as mulheres estão delinqüindo muito mais e seus crimes cada vez mais diversificados, porém mesmo sendo o tráfico de Drogas o maior responsável por levar a maioria das Mulheres aos tribunais, não podemos deixar de relatar que os crimes passionais seguem com uma diferença grande do narcotráfico, mas é o segundo lugar em estatísticas que colocam cada vez mais mulheres atrás das grades. Mulheres que por total falta de discernimento e sem conhecer outra forma de expressar sentimentos, acabaram cometendo seus delitos. Assim sendo, esta fase do zaP! tentará mostrar as reeducandas que há inúmeras maneiras de se esclarecer uma situação sem a Violência, e ao mesmo tempo, revelará milhares de talentos adormecidos em cárcere". Justificando assim seu Slogan: "-Sou uma forte arma... quase letal...Minha mão empunho uma pena E atinge a alma... Fazendo derramar Amor!" ®Reprodução Proibida sem autorização das Autoras Todos os Direitos Projeto zaP!© Projeto zaP! Amar e não Matar!!! Elizabeth Misciasci e Luciane Makkário http://www.livropresidiodemulheres.com.br

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JURADOS zaP II

Autoras do projeto Elizabeth Misciasci e Luciane Makkário (autoras da Obra Literária: Presídio de Mulheres) Comissão Julgadora é formada por escritores, jornalistas, professores e poetas de muitos países, que terão como critério, verificar a criatividade, o empenho e o tema abordado pelas participantes Ângela Bretas (Brasil/USA) Armando Figueiredo (Portugal) Alberto Peyrano (Argentina) Luciene Lima (São Paulo) Mayte (Maria Tereza Albini) (Sul) Arneyde Marcheschi (Espírito Santo) Clevane Pessoa (Minas Gerais) Marisa Cajado (Guarujá/SP) Lena (Marilena Ferioli) (Jorge Humberto) Rose Mary Sadalla (Rio de Janeiro) Gilsa {isa} (Fortaleza) Nilson Matos (Sul) Peixão 89 (Site da Magriça) Neyde Noronha (Rio de Janeiro) José Paulo Neres (Palavreiros) Isaac Miguel (Curitiba) Luiz *Gigio Zanella (São Paulo) Gustavo Dourado (Distrito Federal) Ângela Lara (Rio Grande do Sul) Sara-Rafael (Lisboa – Portugal) Izilda Derneka (Santos-SP) Lisiê Silva (Manaus) Vânia Diniz (Brasilia) Rui Pais (Portugal) Raymundo Silveira (Ceará) Shirley Pinheiros Vera Pessoa (São Paulo) Vanderli Medeiros (Mato Grosso) Vilma Galvão (Piracicaba/SP) Maria Petronilho (Portugal) Bette Vittorino (Minas) Baçan Jacira Cardoso Luiz Alberto Machado (Ceará) Marcial Salaverry Cosmo Palacio (Vale do Paraíba, interior de S/P) Jésus Gómez (Madrid) Flor Feliz (Portugal) Antonio Longo (Itália) Vilma Matos http://www.livropresidiodemulheres.com.br/index.html http://www.informativoakkitemarte.com.br

Email:email youremail@email.com

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zaP! Tatuapé

Penitenciária do Tatuapé Situado no coração do Tatuapé, zona Leste do Estado de São Paulo/Capital. Local que acomoda cerca de seiscentas mulheres detidas. Dividas em seis pavilhões e quatro alas, podemos encontrar mulheres de todas as idades, vindas de várias partes do Mundo que independem das condições financeiras e dos meios em que cresceram, amargam seus dias naquele cárcere. Hoje superlotado. Surpresa a quantidade de meninas com idades inferiores aos vinte e cinco anos que entre uma conversa e outra, acabam por deixar transparecer a fragilidade de uma condição que as apavoram... o medo do passado. Muitas são frutos da Rua, do chamado mundo cão, aonde os “gigolôs” do submundo da Prostituição criaram criminosas, que dentro do sistema para sobreviver aprendem a arte do crime, muitas vezes até sem o objetivo de querer continuar, mas vendo-se sem opções saem do cárcere e retornam por falta de oportunidades. Algumas sem nenhuma esperança se apegam em nossos projetos e de repente começam a vislumbrar um futuro, o que até então era algo longe...inalcançável. São tantos os casos, tantos os perfis que chega a debilitar emocionalmente quem se aproxima. É doloroso ver mulheres que fazem do cárcere deu lar... é... parece impossível, mas é a realidade nua e crua, pois muitas sabem que ao sair do sistema, não terão para onde voltar, não há nada e ninguém aguardando sua volta e fazem do ambiente fechado e escuro sua sina, apenas contando os dias. Ouvimos confissões de mulheres que sentem medo de um dia serem colocadas em liberdade, medos estes que ninguém poderá explicar...nem elas próprias. -São todas Santas? -Não! Mas acreditem há monstros na Rua e mulheres que não deveriam jamais ter entrado nas muralhas que as separam do mundo. Há casos e “casos” como em todo e qualquer lugar, há exceções, mas conhecendo todo o sistema como conhecemos, sempre, a cada nova visita, a cada novo caso, a cada novo relato, a cada novo contato, não podemos deixar de enaltecer as pessoas que atuam como funcionários do sistema e que regidos por regras, tentam manter a disciplina, a ordem e vivem em constante temor, pois cada dia é um dia diferente e tudo sempre é e será uma surpresa. Pois, infelizmente o que estas mulheres não sabem, é que muitos que atuam no sistema, são solidários e nada podem demonstrar...faz parte das regras para manter a ordem e o respeito. Tudo é muito difícil, desde a precariedade do prédio, até a conquista de empresários que disponham de material para que possam estas mulheres trabalhar. Umas assumem seus erros e arrependimentos, outras acomodaram-se e sentem o “pânico” das ruas. Agora o que sabemos é que setenta por cento destas mulheres entraram para o cárcere, respondendo o tráfico, muitas justificam com fundamento suas prisões e muitas querem e PRECISAM se ressocializarem e sair das grades encontrando credibilidade, encontrando oportunidades e isso, não são só nos cárceres e sim na sociedade como um todo. Precisamos de alternativas, e estas não são novos presídios. Como podemos descrever a periculosidade de uma mulher, que chega bem perto de nós, depois de fazer uma tremenda algazarra, e confessa com lágrimas nos olhos que não pode participar de um concurso de literatura porque ainda esta no a e i o u? Temos tanto pra falar e tantos recados a transmitir que Só podemos pedir a Deus, que nos permita prosseguir com este e outros projetos, pois a Mulher no cárcere , muitas vezes é o fruto de um passado problemático, de fome, prostituição, abandono e a Mulher no cárcere, muitas vezes deixa para trás o fruto {filhos} crianças que são mantidas na maioria, em casa comunitárias, irmãos que são separados pela adoção....enfim, realidades de um contexto cruel que precisa ser revisto. Por fim iniciamos no Tatuapé e aqui deixamos a primeira mensagem daquelas que serão as protagonistas reais do zaP II: “- Se a violência aí fora cresceu, estamos aqui presas, não somos as culpadas, muitas de nós passam dos oito anos aqui dentro...só queremos uma oportunidade de mostrar que existem escórias e pessoas capazes de monstruosidades aqui dentro sim, mas não nós, não todas. Nos concedam um crédito, um voto de confiança, precisamos nos reabilitar e queremos, mas precisamos de uma nova chance...” Por Beth e Lu* Idealizadoras do Projeto zaP! E autoras de Presídio de Mulheres e FILHOS DO CRIME".

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zaP! Carandirú

O zaP JÁ CAMINHA para a Penitenciária Feminina do Estado -Carandirú e entrando em fase de encerramento desta primeira etapa, já sentindo a falta de toda uma equipe que se interagindo demonstrou o carinho e o respeito pelo trabalho, deixa com certeza o carinho adquirido por todos, tanto os funcionários do sistema que trabalham assiduamente e que podemos afirmar:- temos grandes heróis e heroinas, que trabalham por amor, como o carinho e o esforço das reeducandas para tornar mais esta fase um sucesso como já foi assim provado. A entrega dos premios do Projeto zaP Tatuapé, será no próximo dia 23.08.2003, aonde não só sairemos com saudades antecipadas, como afirmamos que se Deus assim nos permitir o zaP ainda terá muito o que fazer para que a sociedade e o sistema de alguma forma, colham as bençãos de tantas mãos dadas e corações divididos. Mas, sabemos que o Carandirú, nos aguarda e teremos lá mais uma "mestra" Dr@ Maria da Penha, conhecida e respeitada no Sistemma como todas, mas com uma bagagem muito grande para muito nos ensinar. Vânia Moreira Diniz e Luiz Alberto Machado entrevistam Elizabeth Miciasci e Luciane Makkário Autoras de "Presídio de Mulheres" 1. O que levou vocês a escreverem sobre presídio de mulheres? "R -Na verdade, muitos eram os fatores que nos motivavam a escrever uma Obra, porém o tema não estava definido nem tão pouco a intenção de escrevermos juntas. Existia a necessidade talvez de levar á público alguns acontecimentos ou experiências vividas por ambas, mas sem a prévia determinação. {Luciane} fiquei viúva com 22 anos, tinha perdido meu companheiro, um conhecido e grande empresário do ramo alimentício num acidente de carro e minha casa acabava de ser assaltada, aonde só restaram alguns dos móveis grandes que não puderam ser transportados, pois até as roupas haviam sido subtraídas. Sendo que, ainda teria que passar por todo um processo de espólio com segredo de justiça, para garantir meus direitos. Parecia que o mundo conspirava em silêncio e o fôlego findara para gritar todas as dores, pensei em escrever, pois assim estaria contando uma história que com toda a certeza seria de interesse e receio de muitos. Mas pela própria condição de fidelidade eterna e minha formação familiar, não podia tornar público aquele momento. Porém, necessitava do desabafo, precisava falar de justiças e injustiças, falar para alguém ou para muitos, mas não expondo ninguém que não quisesse ou não pudesse ser exposto. {Elizabeth} mantinha entre minhas atividades um comércio para gerar empregos, tendo em meu quadro de funcionários muitos ex-menores infratores, alguns em L.A. {Liberdade Assistida} vivenciei momentos de desespero, pois em uma noite tive 12 de meus ex-internos assassinados em uma chacina e pouco tempo depois um destes garotos já completando 21 anos, entrou em fase terminal, pois era soro HIV positivo, sobrevivendo uns seis meses de maneira dolorosa de relatar, vindo a falecer...seu nome era Jair, e por mais que tentasse nunca entendi o abandono da mãe que se negou a ver o filho até o ultimo suspiro reação esta que era recíproca, pois o mesmo não suportava nem ouvir falar daquela que um dia lhe deu a vida...talvez esta seria a história que tanto queria contar... quem sabe um dia...Este e outros momentos pesavam e não eram divididos nem tão pouco compartilhados com ninguém, pois conhecidentemente nesta mesma ocasião, parecia que o Mundo se esvaziava, restando apenas EU, MEUS DOIS FILHOS e lembranças, lembranças estas que se perpetuariam se fossem registradas e nada melhor do que um livro. De uma conversa num momento de desabafo, descobrimos que tínhamos em comum a necessidade de contar fatos de buscar respostas, de transformar nossas velhas experiências ou buscar novos horizontes, e que estes teriam que de alguma forma ajudar pessoas e resolvemos escrever juntas algo que relatasse vidas reais. E foi dentro do Fórum Mario Guimarães, no dia da audiência que tratava do assalto da casa de Luciane, sendo a autora do delito uma MULHER que surgiu o TEMA: falar de Mulheres encarceradas, ou seja, Presídio de Mulheres". 2. Como foi chegar ao livro? Pesquisa? Levantamento científico norteando o trabalho até a elaboração do livro? Ou simples narração de fatos? R-"-Estando ambas dentro do antigo prédio de Fórum Criminal da Capital de São Paulo, (Fórum Dr. Mario Guimarães) nos deparamos com uma moça, uma menina não aparentando nem 18 anos, (porém tinha 22), que saindo do elevador que dava acesso a carceragem do prédio, usava algemas e vinha escoltada por dois policiais militares. Ela estava sendo conduzida a presença do Exmo. Juiz para interrogatório, pois era réu de vários processos. Divânia é a primeira protagonista de PRESÍDIO DE MULHERES, inconformadas com aquela menina naquelas condições quisemos saber mais e fomos em busca da sua história. Divânia encontrava-se detida num Distrito Policial, ainda não havia sido recambiada para um Presídio e com muita dificuldade conseguimos entrevista-la. Talvez se não houvesse um acordo entre nós, teríamos desistido logo após o primeiro relato, mas não poderíamos fraquejar, o primeiro passo, talvez o mais difícil havia sido dado e voltar atrás seria um desrespeito travado entre nós mesmas. Então resolvemos nos desafiar e seguimos em frente. Procuramos cercar o tema sob todos os ângulos. Passamos por revistas, viajamos em ônibus fretado para conversar com apenadas em Penitenciárias que cumprem pena em colônias agrícolas, falamos com familiares, verificamos processos, buscamos ex detentas para descobrir como sobreviveram ao sistema e como esta sendo a vida após este período de clausura, conversamos com especialistas que fazem o exame criminológico para a soltura de reclusas, enfim, fizemos deste trabalho algo constante e procuramos acompanhar tudo o que podemos quando se trata de crimes cometidos por mulheres. Exemplo disso é um dos capítulos de nossa obra o último, que conta o caso Richtofen e esta entrando em fase de julgamento. Particularmente, não gostaríamos de publicá-lo uma vez que ainda não se findou, mas temos elementos suficientes que permitiu a inclusão do fato na Obra". 3. Como vocês analisam a condição da mulher mediante o aparato legislativo e a justiça brasileira? Existe justiça no Brasil digna de reparar as desigualdades e equiparar todos os brasileiros e brasileiras? R-"-Não podemos, nem temos o objetivo de julgar o Sistema nem tão pouco as protagonistas, assim sendo, em respeito á ética que nos permitiu abordar o assunto, gostaríamos de nos limitar". 4. Como vocês encaram a delinqüência feminina? R-"-Muito ainda precisa ser feito para que a delinqüência juvenil, feminina, masculina seja vista com a seriedade que necessita realmente. Com base em fatos concretos afirmamos que a delinqüência feminina é o reflexo da violência doméstica e com toda a propriedade afirmamos que a delinqüência feminina traz como motivador ou incentivador (SEM FEMINISMOS NEM MACHISMOS)... UM HOMEM. Trata-se de uma doença, que cada vez mais atinge pessoas que necessitam urgente de tratamento, pois suas seqüelas, atingem a todos". 5. Vocês têm detectado algum avanço nas instituições de assistência à mulher no Brasil? R-" -Hoje o Mundo se transforma e a MULHER consegue ser ouvida e respeitada. Muitas lutas, muitas conquistas e muitas vitórias. Sim o avanço foi grande se olharmos que até bem pouco tempo a mulher nada mais era do que uma sombra. Existem muitas instituições especializadas apenas para o atendimento á mulheres e isso é muito importante, embora não seja suficiente, mas devagar essas instituições vão crescendo, e novas surgirão. O que precisa é que essas instituições estejam ao alcance de todas e não de uma minoria". 6. De que forma vocês vêem a mulher nas circunstâncias atuais? Vítima ou réu? R" -Vítimas". 7. O que vocês apontam como ponto fundamental para a emancipação da mulher na sociedade atual? R-"-O verdadeiro reconhecimento que não seja apenas projetos em papéis ou apoios em palanques. Que verdadeiramente na prática, a Mulher não se iguale ao homem apenas em obrigações e deveres, mais sim em DIREITOS, entre estes o da igualdade de salários e posições de destaques que a MULHER pode e sabe com competência desenvolver e que infelizmente alguns que acreditam que a tradição deve manter o machismo, não abrem portas". 8. É conveniente dizer que a sociedade tradicionalmente patriarcal, machista e preconceituosa ainda é o principal óbice para a emancipação plena da mulher brasileira? Ou existem outros fatores que conjugados a esse realmente interferem no processo de emancipação plena da mulher brasileira? R-"-Sem dúvidas a sociedade tradicionalmente machista e preconceituosa lesa muito a atuação da mulher, a competitividade existe e tem a complacência de um preconceito que se apóia nestes alicerces arcaicos, que muito inibem a ação da Mulher Brasileira. Impedindo sua plena Emancipação". 9. Vocês alimentam esperança pelo Brasil vir a ser o país que sonhamos? R-"-Se não alimentássemos não lutaríamos incansavelmente por um País de mais OPORTUNIDADES, igualdades sociais e VIOLÊNCIA ZERO". 10.Que projetos vocês trazem na perspectiva de realização futura? R-" -O da ressocialização Moral do Brasil como um todo e do resgate de uma instituição que há muito aparenta estar falindo, ou seja, a Instituição familiar. Para tanto, estamos engajadas em um novo projeto que tem como meta apontar as necessidades e as carências de lares brasileiros". http://www.informativoakkitemarte.com.br/ http://www.livropresidiodemulheres.com.br/

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zaP vai longe!

Jornalistas, Escritoras e Humanistas Lançam o zaP! Por Elizabeth Misciasci e Luciane Makkário 24/06/2003 às 18:17 O Projeto zaP lançando o concurso de Literatura entre as apenadas de São Paulo,iniciou-se na Penitenciária do Butantã. Tornando um sucesso e chegando ao final desta etapa, contando com os votos de muitos dos jurados que foram convidados em todo o Brasil, ganha realçada repercussão e elogios no exterior. As precursoras do zaP, bem como todos os envolvidos neste Projeto, já se preparam para a segunda fase do Concurso á ser iniciado no Presídio do Tatuapé em São Paulo. Saiba mais... Jornalistas, Pesquisadoras, escritoras de Presídio de Mulheres lançam o Projeto zaP e o concurso de Poesias, versos, prosas, contos nos 03 maiores Presídios de São Paulo.E é assunto já comentado em vários países. Hoje, podemos presenciar diariamente mais mulheres envolvidas em Crimes, onde umas atuam com Liderança, outras com a frieza que permite que todo o qualquer requinte de crueldade seja exercido contra vítimas, sem demonstração alguma de sentimentos, ou remorsos, umas que após a conclusão do crime, se desvincula de culpas, algumas que notoriamente enxerga o tamanho da “encrenca” que se meteram e descobrem que é tarde para o arrependimento e assim por diante, Sabemos que cada caso é um caso isolado e que nada do que se tem falado ou mostrado é novidade, pois casos como os que ultimamente estão sendo divulgados e muito abalam a opinião pública, são novos casos, mas nunca os primeiros. Natural, óbvio que não é, ainda mais, quando se percebe que os números aumentam e as idades das acusadas diminuem. Motivos têmos de sobra para TENTAR entender e buscar soluções... Muitas vezes indagadas, pelo interesse de Muitos amigos em querer Saber do por que abordarmos tema tão polêmico e cada vez mais descriminado, nos limitávamos a responder com duas ou três frases no máximo, para não estendermos o assunto ou nos desgastarmos em explicações que em nada nos acrescentaria, muito pelo contrário. Duas Mulheres se unem para efetuarem um trabalho de pesquisas, tendo por final objetivo a elaboração de uma Obra Literária. O tema: Sistema Penitenciário, este seria o ponto de partida para a aquisição de descobertas e conhecimentos mais minuciosos sobre o assunto, no entanto, após a avaliação de uma série de critérios, as resolvemos descentralizar a matéria de que se trata e expandi-la, voltando a atenção a uma proposição mais específica, ou seja, Mulheres e cárceres. Ninguém passa cinco anos praticamente da Vida, andando por Presídios diversos no Brasil todo, por laser, ou para servir de receptoras de comentários desagradáveis ou opiniões de pessoas que querem falar sobre algo que desconhecem e que com toda a certeza, não tem a menor intenção de entender, pois algumas pessoas, fogem de problemas, até dos próprios quem dirá do seu semelhante. Assim sendo, definitivamente, resolvemos transformar um trabalho muito difícil em Uma Obra Literária, que tem por objetivo não só prestar uma contribuição á sociedade, como também servir de Referencia, para muitos que sem percepção, tiram conclusões perigosamente inversas das Realidades que nossa sociedade vivencia. Quantos não foram os casos de homens “galanteadores” e até mesmo ingênuos que caíram nos famosos golpes das belas Mulheres que serviam de isca, para “arrasta-los, a um assalto, um seqüestro e até mesmo a Morte?” -Quantas vezes, apavoradas pela violência, deixamos de dar uma informação na Rua, achando que aquela pessoa, mal vestida e desprovida de “tudo” pode ser um grande risco? Ainda vivemos numa sociedade, que avalia as pessoas pelo que elas possuem financeiramente e não pelo que são. Pessoas que ainda conseguem avaliar o caráter de outra, baseada na beleza da roupa, do cabelo, das unhas, do carro, da casa...e às vezes acaba sendo vítimas de atrocidades, e o pior é que uma pessoa com esse Perfil consegue transmitir suas noções de valores aos filhos, filhos esses, que se tornam vítimas da falta de informações e ainda arrastam suas “turmas” que acompanhando o modismo, comportam-se como verdadeiros ‘crápulas’. Enquanto isso {o Jovem que ainda não sabe nada da vida,} torna-se um alvo em potencial, e são estes mesmos jovens que precisam ser moldados, ensinados, orientados, para que as novas gerações não venham a sofrer, pois se os valores Morais e Financeiros, não forem repassados, podemos prever que muitas Suzanes e muitos Almir estão por vir. Foi analisando casos como esses, que Não são os primeiros, pois Presídio de Mulheres é uma pesquisa que já dura cinco anos, que resolvemos não só repassar em forma de Livro o quanto é fácil entrar e cair na vida errada, porém, não tão fácil de sair... e lançar o Projeto zaP! Que tem vários objetivos, sendo um deles exercitar a capacidade de uma apenada em escrever e externar sentimentos através da Escrita, uma vez que muitas das Mulheres que se encontram no sistema, foram detidas por crimes passionais, (estando em primeiro lugar o Narcotráfico) e milhares confessam que se ao invés da violência, soubessem expressar suas dôres de uma outra forma, talvez não estariam dentro do cárcere. Presídio de Mulheres é um trabalho que serve também para orientar, pois tem um forte valor educacional e o Projeto zaP é uma extenção deste trabalho. Foi pensando em muitos dos assuntos atuais e olhando adiante... que criamos o concurso abaixo, pois almejamos estar ensinado a essas Mulheres o verdadeiro significado de uma comunicação e tentando mostrar a cada uma os seus verdadeiros valores e a capacidade que possuem em criar SEM MATAR. O Projeto zasP! Também visa contribuir para NÂO RESCINDENCIA, uma vez que, muitas retornam ao sistema após um determinado período. Claro que não é regra, mas infelizmente ocorrem mais retornos do que acreditávamos. Queremos que essas protagonistas, que fazem parte historias REAIS, possam um dia contar que cadeia era uma coisa muito “horrível” mas que isso ficou no Passado e Presídios Femininos não mais existem, pois com a aplicação correta da Leis, com uma conscientização Nacional e com a Boa Vontade de Pessoas que AINDA ACREDITAM na socialização e no Ser Humano, poderemos ter e por que não?- VIOLÊNCIA ZERO. Descrever alternativas para acabar com a violência é fácil, difícil mesmo é entender os motivos e circunstâncias que levam uma pessoa a cometê-la e coibir definitivamente o ato. Pôr mais difícil que seja abordar naturalmente este assunto, ele necessita estar constantemente em evidência, pois a violência é real e fruto de um meio social que atinge a todos. Neste trabalho, conseguimos penetrar nas mais diferentes mentes de um contexto cruel, cada história, cada crime, cada pessoa se mostrou de uma maneira diferente. A maioria das mulheres que conversamos, foram incentivadas entre tantos motivos, Pela Violência Doméstica, pelo amor doentio; algumas delinqüiram pôr conveniência, ganância ou até mesmo pôr necessidades financeiras prevendo que um ato ilícito seria a solução para muitos problemas sem nem vislumbrar o precipício em que estariam se atirando. Duzentas Mulheres ouvimos e desses duzentos relatos. Selecionamos alguns casos que de certa maneira, nos marcaram. Aprendemos muitas coisas que, são totalmente alheias ao mundo fora das grades, descobrimos que cigarros, selos de carta e até mesmo um bife, podem ser motivos que levem alguém a morte. Mergulhamos em um universo onde a precariedade, a escassez, a falta de perspectivas, o desamor, a violência e o abandono são latentes. Ra~zão de termos escrito A Obra Presídio de Mulheres, pois o Projeto zaP é uma extensaõ deste trabalho. E sabemos que muitas dessas mulheres podem refazer suas vidas assim como sentem necessidade de expor seus sentimentos. Então, por que não transformar esses sentimentos tão ruins em Escritas Maravilhosas? O Projeto ZAP, que contara com as três maiores Penitenciárias do Estado e de cada um desses estabelecimentos Penais, saíram 03 Vencedoras, esta sendo um sucesso, pela quantidade de apenadas inscritas e por ja estarmos finalizando a primeira fase no Butantã e Partindo para o Presídio Feminino do tatuapé, ganha repercussão, inclusive no Exterior. http://www.livropresidiodemulheres.com.br/ http://www.livropresidiodemulhereshpg.hpgplus.com.br/ Elizabeth Misciasci e Luciane Makkário email: betheluautoras@uol.com.br lubethmisci@uol.com.br Email:: betheluautoras@uol.com.br URL:: http://www.livropresidiodemulhereshpg.hpgplus.com.br/projetozap.htm

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E X T R A 1

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